Cinco boas práticas que podem otimizar a gestão da construtora

Cada vez mais competitivo, enfrentando a situação econômica brasileira, com crescimento estagnado. O setor da construção civil, que há alguns anos vivia um momento de franca expansão, hoje se volta para a gestão interna, para garantir a sobrevivência e manutenção dos negócios frente ao momento desfavorável enfrentado pelo segmento. Ao mesmo tempo, precisa estar preparado para a retomada do crescimento.

Diante deste cenário, é essencial que gestores percebam a importância de otimizar custos e aplicar nas suas construtoras ações que garantam uma gestão de controle e eficácia.

Por isso, cito aqui cinco ações que devem estar no radar dos gestores, que garantem boas práticas na construção. Acompanhe!

Planejamento macro

Um ciclo perfeito de uma obra não depende apenas do planejamento diário ou semanal. Mais do que pensar em questões práticas que envolvem chegada e armazenamento de insumos ou alocação de profissionais, é preciso também analisar o ambiente macro de um canteiro.

Um planejamento eficaz inicia antes de um projeto ser aprovado. Precisa de estudo em médio e longo prazo, levando em consideração questões que vão desde o clima (horário de trabalho no verão, por exemplo, ou período de chuvas, que atrapalha o andamento da obra) até a contratação e bom aproveitamento da mão de obra.

Para isso é preciso contar com informações e dados sempre atualizados, que permitam detectar alguma irregularidade e corrigi-la antes que afete o andamento da obra. Um bom exemplo disso é o atraso ou desperdício de insumos, que resultam da falta de comunicação entre canteiro e central, até mesmo por conta de dados desatualizados.

Um bom planejamento precisa de informações e elas devem ser o mais atualizadas possível. Isso garante ao gestor a possibilidade de negociação de preços com fornecedores, alocação de insumos e pessoas de forma otimizada e ainda a entrega de uma obra dentro do prazo.

Ações de redução de custos

Com dados em mãos, gestores precisam agir de forma proativa. Não há mais uma boa margem que garante lucratividade acima da média. Para fazer um projeto rentável a direção se volta cada vez mais para o bom aproveitamento de recursos e a redução de qualquer custo que seja desnecessário. Neste cenário é fundamental analisar os fornecedores, de preferência os classificando conforme o histórico de parceria, além de uma análise prévia.

A redução dos custos não pode, no entanto, interferir na qualidade final de um projeto. Porém ambas as questões podem ser aliadas. Empresas como a Engebel adotaram recentemente o módulo de Qualidade do Mobuss Construção e com ele conseguiram reduzir não conformidades no canteiro.

Dessa forma, problemas com insumos ou serviços que antes precisavam ser refeitos agora são tratados com agilidade, reduzindo inclusive problemas futuros e custos com reparos. Na Engebel, o módulo garantiu redução de 99% das não conformidades.

Análise geográfica da região

Antes mesmo de investir, direção e equipe gestora devem estudar o local em que pretendem construir. É preciso levar em consideração o acesso à obra, a logística de pessoas e insumos e quais os aspectos regionais que podem ser explorados no projeto.

Empreendimentos residenciais afastados de regiões centrais, por exemplo, podem agregar valor e ser mais atraente se contarem com espaço de lazer e de compras para os moradores. Condomínios clube, apartamentos ou residências que ofereçam diferenciais de sustentabilidade também são ideias interessantes frente à concorrência do mercado.

A partir da execução, obras mais afastadas geralmente terão custos com transporte e até mesmo alojamento. Nestes casos, novamente o planejamento é fundamental. Nem sempre o local possui a infraestrutura que será necessária e tudo isso deve constar no momento de criar um orçamento do projeto. Além disso, nestes casos é preciso aproveitar ao máximo a mão de obra, maximizando a produtividade.

No caso da construção pesada, a TBSA é um bom exemplo de planejamento. Com canteiros em diferentes regiões, a construtora realiza a apropriação através do Mobuss Construção, para poder analisar diariamente o que tem utilizado e como pode aproveitar melhor a estrutura. Além de economizar mais de 4,5 mil folhas de papel ao optar pelo sistema, ganhou em produtividade, já que antes mais de 40 pessoas faziam esse trabalho.  Elas foram realocadas, garantindo rapidez também em outras atividades.

Mapeamento e controle de equipes

seja própria ou terceirizada, a gestão da equipe é essencial quando o assunto é boas práticas. Além de observar as normas trabalhistas relacionadas à construção, os gestores precisam ainda verificar e controlar o uso de equipamentos de segurança, o acesso a determinados canteiros ou área de construção e o tipo de tarefa executada por cada profissional.

Para isso, precisa contar com registros atualizados das equipes, um levantamento dos equipamentos que cada pessoa recebe, realizar treinamentos e reuniões diárias e manter em dia todos estes dados.  A R. Franco Engenharia, por exemplo, passou a controlar estas informações através do Mobuss Construção. Como conta com canteiros de obra em todo o país, o sistema auxilia na atualização e envio de dados de uma base à outra, bem como a realocação de um profissional e o registro de todas as suas permissões, responsabilidades e equipamentos recebidos.

Adoção do ciclo PDCA

Planejar, executar, verificar e corrigir. Os quatro alicerces do ciclo PDCA que dão foco na melhoria contínua de produtos e processos devem estar presentes na rotina dos gestores que buscam otimizar o trabalho das construtoras.  Ele é fundamental para se contar com dados confiáveis em cada etapa da obra, reduzindo custos desnecessários e garantindo a qualidade final de um empreendimento.

Para manter este ciclo atualizado, é necessário que o gestor tenha acesso às informações do que acontece no canteiro, mesmo que fique alocado no escritório. Só assim poderá melhorar a produtividade de suas equipes e garantir novas fases de trabalho cada vez mais eficientes. Cito aqui a Frechal, que adotou o nosso módulo de Qualidade e trouxe melhorias significativas para a construtora.

A empresa passou a analisar de forma mais eficaz e rápida tanto a aplicação de insumos como gesso ou piso nos apartamentos, até a vistoria e correção de eventuais não conformidades detectadas. Só em retrabalho, a redução chegou a 70%.  Com a adoção do ciclo PDCA uma tecnologia aderente, os gestores garantem que cada vez mais a empresa consiga entregar serviços e produtos de qualidade, se diferenciando no mercado.

Manter uma gestão de alto padrão de eficiência não é uma tarefa fácil. Porém, com estudo e tecnologias aderentes, as construtoras podem ampliar a atuação, estruturar seus departamentos e garantirem preparação para o momento da retomada do crescimento do setor.

 

Escrito por: Adriana Bombassaro Alexandre – Diretora de Produtos da Teclógica

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