Os erros mais comuns que ocorrem no orçamento da obra

Desenhos, memoriais, especificações técnicas e orçamento — são só algumas peças técnicas que compõem o projeto de uma obra e orientam o gestor na execução dos serviços previstos.

Erros e distorções em qualquer um desses documentos podem trazer graves prejuízos à execução da obra, resultando em retrabalhos e descumprimentos de cronogramas — com consequências negativas sobre a produtividade e qualidade final dos serviços executados.

Por mais detalhado que seja o orçamento, ele é sempre uma estimativa quanto ao preço global da obra, podendo ser observadas variações do valor efetivamente executado em relação ao valor inicialmente previsto, dentro de uma margem de erro aceitável. Se esses custos excedem a margem aceitável é nítido que não há um acompanhamento efetivo em todas as fases da obra.

Pensando nisso, o artigo de hoje aborda erros que comumente são detectados no orçamento da obra — e como fazer para evitá-los. Confira!

Apropriação inadequada de custos de tabelas referenciais

As tabelas referenciais constituem excelente ferramenta auxiliar para a elaboração do orçamento da obra, principalmente para aqueles casos em que é difícil obter cotações com fornecedores.

Ocorre que essas tabelas apresentam composições de custos unitários específicas. Deixar de analisar detalhadamente todos os itens que compõem uma determinada composição é um erro muito comum.

O orçamentista pode, de fato, utilizar preços de tabelas referenciais, desde que verifique que itens compõem aquele preço unitário, sob pena de deixar de contemplar insumos indispensáveis para a execução do serviço — ou, pior, prever itens em duplicidade.

Utilização de índices desatualizados

Ainda falando de composição de custos unitários, é preciso lembrar que cada composição representa o valor  requerido para a execução de uma unidade de um determinado serviço — sendo composta pelos itens de materiais, mão de obra e equipamentos. Nesses itens, estão contemplados dados sobre produtividade e índices dos equipamentos, como consumo de combustível, depreciação e manutenção.

É necessário que o orçamentista esteja atento a esses itens em sua composição de custos unitários. Atualizar constantemente os índices adotados é indispensável, de modo a garantir a utilização de valores que representem os dados reais da produtividade alcançada em campo, evitando desvios e gastos desnecessários.

Para tanto, é fundamental que o setor de orçamento esteja em constante diálogo com a equipe de campo — que acompanha as frentes de serviço e que, por isso, tem a real dimensão da produtividade das equipes e dos equipamentos.

Ausência de análise dos métodos e técnicas construtivas

No projeto, estão previstas as soluções construtivas a serem adotadas na execução de uma obra. Por exemplo, se a fundação de uma edificação será superficial ou profunda, se a pavimentação de uma rodovia será em concreto asfáltico ou em tratamento superficial, e assim sucessivamente. Cabe ao orçamentista verificar como será a logística para que os serviços e soluções previstos sejam efetivamente executados.

Desconsiderar a logística é um erro grave, que pode impactar severamente nos custos inicialmente previstos. Por isso, é fundamental que o orçamentista analise o projeto e conheça o local de implantação, a fim de verificar possíveis interferências e orçar a obra de acordo com a realidade local.

Como você pode perceber, elaborar o orçamento da obra não é uma tarefa tão complicada, mas merece uma atenção especial. Mesmo assim, muitos orçamentistas ainda cometem erros em seus orçamentos — o que, geralmente, ocasiona problemas no custo e no prazo da obra.

O ideal é que o engenheiro orçamentista esteja atento tanto aos detalhes do projeto, como às condições de campo. Além disso, uma boa dose de observação e atenção são extremamente necessárias.

E você, como elabora os seus orçamentos? Tem alguma dica para contribuir conosco? Gostou das nossas dicas para elaborar o orçamento da obra? Tem outras dúvidas ou sugestões? Deixe seu comentário e conte pra gente!

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