Conheça as possibilidades da impressora 3D na construção

Às vezes, fica difícil imaginar qual será o impacto da impressora 3D na construção. Para alguns, a ideia parece meio distante. Outros enxergam a inovação como uma oportunidade para poucos. A verdade é que o uso de impressões tridimensionais no setor da construção civil está cada vez mais relevante.

A impressora 3D na construção oferece inúmeras possibilidades – inclui desde a criação de peças específicas até prédios inteiros. Quando é bem aplicada, a tecnologia permite que profissionais da área façam mais em menos tempo, com uma maior qualidade. Gastos com mão-de-obra e segurança diminuem, assim como índices de falhas e desperdício.

Quer saber mais? Confira o post de hoje!

Histórico da impressão 3D

Em termos gerais, podemos afirmar que a impressão 3D surgiu no final da década de 1980. Inicialmente, o objetivo principal era agilizar a prototipagem de produtos desenvolvidos em escala industrial. Porém, foi só depois dos anos 2000 que a prática ganhou força. A partir de então, a chamada fabricação aditiva tornou-se viável para diversas aplicações – seja design de produtos, componentes, ferramentas, eletroeletrônicos, usinagem de metais, engenharia aeroespacial ou aplicações médicas e odontológicas.

A tendência é que, até o final de 2021, esse tipo de impressão faça parte de processos de produção de 38% das empresas, com os lucros obtidos a partir da venda de produtos e serviços relacionados chegando a US$ 28 bilhões (aproximadamente R$ 105 bilhões) em 2023.

Esse tipo de impressão está na lista das tecnologias capazes de realmente transformar a indústria em geral, principalmente a da construção. Permite, por exemplo, montagens 70% mais ágeis, reduzindo significativamente a jornada de trabalho e os investimentos financeiros.

Impressora 3D na construção: cenário atual

Tudo bem, as vantagens são claras. As possibilidades, também. Mas o que, de fato, já tem sido feito na prática com impressoras 3D na construção? São vários os exemplos do Brasil e no mundo.

Práticas de impressão 3D: no mundo

A Cazza, uma startup de Dubai, tem como plano a construção de um prédio de 80 andares, utilizando a grua de impressão em 3D. Com a capacidade média de 200 metros quadrados impressos por dia, o edifício de 1.375 metros de altura deve estar pronto em 2020.

Nos Estados Unidos, o engenheiro mecânico Robert Flitsch, graduado pela Universidade de Harvard, criou uma impressora robótica tridimensional dedicada à restaurar rachaduras em rodovias norte-americanas.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, também nos EUA, desenvolveram o processo chamado contour crafting. Neste caso, a impressora se movimenta sobre os trilhos e utiliza o concreto para produzir modelos, em pequena escala, de paredes externas e internas de casas em apenas 24 horas.

A WinSun, uma empresa privada da China, construiu 10 casas inteiras em apenas um dia. Para isso, utilizou impressoras 3D gigantes para pulverizar um mix de cimento e dejetos de construção até formar paredes, camada a camada.

A Rússia também levou 24 horas para imprimir uma residência completa, utilizando apenas uma mistura de concreto. A construção tem cerca de 37 metros quadrados, com direito a sala, cozinha e banheiro. Segundo a empresa responsável, a casa foi feita para durar 175 anos e custou, aproximadamente, R$ 31 mil.

A Espanha responde pela primeira ponte para pedestres construída com uma impressora tridimensional. O processo levou um ano e meio, da concepção à inauguração. A estrutura tem 12 metros de comprimento por 1,75 de largura.

Práticas de impressão 3D: no Brasil

No Brasil, o uso da impressora 3D na construção ainda é embrionário. Porém, promissor. Hoje, sua aplicação é voltada à prototipagem de maquetes arquitetônicas e estruturais. Por outro lado, não deve demorar muito até percebermos mudanças importantes neste cenário. Especialmente, devido à filosofia do lean thinking, um sistema de gestão ou estratégia de negócios que se preocupa em entregar mais valor ao cliente, com menos desperdício de recursos ou energia. Em outras palavras, adotando uma postura mais enxuta.

Os desafios do uso de impressora 3D na construção civil

Nenhuma mudança é fácil. Muito menos, aquelas que envolvem uma tecnologia de ponta e exigem um conhecimento técnico aprofundado de todos os que estão envolvidos nos novos processos. Este talvez seja o maior desafio relacionado à utilização de uma impressora 3D na construção.

Ainda que as máquinas existam e ofereçam uma ampla gama de benefícios ao setor, temos o que caminhar até atingirmos o patamar ideal. As questões de logística, implementação, armazenamento, manutenção, estrutura de apoio e treinamento de mão de obra inviabilizam uma utilização mais rotineira.

Vale lembrar que as impressoras – ao menos, por enquanto – produzem apenas estruturas das construções. Logo, precisam ser integradas a outros componentes e elementos. Estes são desafios impostos pela indústria 4.0 que, quando vencidos, trazem oportunidades para as construtoras brasileiras.

A previsão de pesquisas é que, até 2020, 80% das empresas apostem em alta tecnologia. Enquanto a indústria caminha para acompanhar a velocidade imposta pela era digital, estar atento às tendências do setor é extremamente importante.

Todos estes fatos reforçam a urgência deste assunto. Dessa forma, é fundamental entender mais sobre as novidades que estão no radar do segmento da construção. Só assim, o seu negócio estará preparado para tirar o máximo proveito nos próximos anos.

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