Quais as vantagens do uso da qualidade na gestão dos serviços de uma obra

O que é qualidade? Se fizermos essa pergunta para algumas pessoas, provavelmente receberemos respostas distintas, pois esse termo está ligado a sentimentos subjetivos que refletem as necessidades internas de cada indivíduo. Mas quando estudiosos são questionados sobre o seu correto significado, muitos se rendem a definições mais abrangentes, geralmente descritas pela ISO (International Standardization Organization). Isso porque seu conceito é multidimensional, e a compreensão dessas inúmeras dimensões possibilita seu uso como uma importante arma competitiva no mercado atual.

Para Baltasar Gracián, a perfeição não consiste na quantidade, mas na qualidade. Tudo o que é muito bom foi sempre pouco e raro, enquanto a abundância é pouco apreciada. Partindo desse princípio, e levando para o contexto da construção civil, a construtora que adotar a qualidade em seus processos certamente será única no mercado, destacando-se entre as demais. E caso o canteiro de obras seja bem gerido em todas as suas atividades e processos, um ótimo produto final advirá naturalmente. A seguir, conheça as vantagens do uso da qualidade na gestão dos serviços de uma obra.

Redução do custo e prazo de entrega da obra

Vimos alguns empreendedores acharem que qualidade é sinônimo de despesa. Porém, no cenário econômico atual da construção civil, essa palavra deixa de se relacionar com altos custos e passa a ser uma importante ferramenta para otimizar os lucros da construtora. De acordo com o escritor Agliberto Cierco, em um livro sobre gestão da qualidade, ele relata que existe um método conhecido como análise de valor, que consiste em uma aplicação sistemática de técnicas com o objetivo de identificar as funções de um objeto, estabelecer o valor dessas funções e provê-las ao menor custo possível, mas sempre garantindo um nível de qualidade igual ou superior ao do produto inicial.

Esse método garante que o valor final do empreendimento seja baixo, mas sem deixar de focar na qualidade. Dessa forma, é possível diminuir o preço de venda para se tornar mais competitivo no mercado, ao passo que a margem de lucro é aumentada sem alterar o valor de venda. Isso pode ser alcançado através da utilização de tecnologias móveis, que também reduzem os níveis de retrabalho e o desperdício de insumos no canteiro, fatores que contribuem para a diminuição do tempo de entrega da obra.

Valorização do empreendimento

Para que o gestor compreenda a qualidade como um desafio essencial, seu conceito deve estar enraizado nos objetivos, valores e práticas de gestão da construtora. Uma das principais consequências desse processo é a valorização do empreendimento, principalmente devido à redução dos impactos causados ao meio ambiente. Com a redução do desperdício de materiais e recursos naturais, a construtora pode adicionar o selo sustentável ao empreendimento, tornando-o mais valorizado. Além disso, se uma construção for sustentável e, consequentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados em sua fase de construção terão um rápido retorno.

Aumento da competitividade perante o mercado

Estamos na segunda década desse século e o processo de globalização dos mercados e seu efeito sobre os padrões de conduta econômica vem assumindo importância crescente, compondo um cenário no qual a competitividade emerge como uma questão imperativa. Em decorrência, intensificam-se as discussões em torno da necessidade de criação de um conceito de competitividade mais abrangente, que pode ser definido como a característica ou capacidade de qualquer empresa em cumprir seus objetivos com um êxito maior que outras organizações, satisfazendo as necessidades e expectativas dos consumidores.

Portanto, a construtora que adotar tecnologias móveis para o gerenciamento da qualidade de seu canteiro certamente se tornará competitiva, pois a eficiência gerada é capaz de garantir a satisfação dos clientes.

O que você faz para garantir a qualidade na gestão dos serviços de uma obra? Quais benefícios ela gerou? Conte para a gente nos comentários!

2 Comentários


  1. Gostaria de saber se tem alguma ilegalidade quanto ao fato de um profissional que não é engenheiro ou arquiteto e nem mestre de obras gerenciar obras. Alguém pode me informar? Tenho formação em gestão financeira. Aguardo contato.

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    1. Oi Hertulio! Tudo bem?

      Obrigado pelo seu comentário!

      O gerenciamento de obras pode incluir diversas atividades, por isso, o ideal é que você busque por profissionais da área para entender até que ponto você pode gerir no seu contexto. Alguns processos podem exigir o aval de engenheiros, por exemplo.

      Ficamos à disposição!

      Abraço e bom trabalho! 😉

      Responder

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