Escolhas sustentáveis que ajudam a economizar em obras

A qualidade das obras não é determinada pelo quanto ela custa. Atualmente, muitos são os materiais que podem ser utilizados em construções e reformas e que ajudam a diminuir o custo final ao mesmo tempo em que trazem bons resultados.

Tendências derivadas do “low cost housing” cada vez mais estão formando profissionais adeptos do uso consciente de materiais aliados a um melhor gerenciamento de tempo e mão de obra.

Na sequência, apresentamos algumas informações que podem lhe ajudar a economizar:

Sustentabilidade ganha prioridade
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está com um projeto de redução de impostos para todas as empresas que investirem em obras e projetos sustentáveis em sua produção, podendo beneficiar a área de construção civil. O projeto de lei deve ser entregue ao governo federal em julho de 2014. Por isso, empresas que já estiverem colocando o meio ambiente como uma das prioridades na produção, terão a redução incorporada.

Sendo grande ou pequena a construção/reforma de imóveis (comerciais ou residenciais), a escolha do material é essencial para definir o orçamento. Investir no reaproveitamento de alguns tipos de revestimento, móveis, madeiras e pedras reduz o preço e tempo final, além de também ajudar o meio ambiente.

O mercado de engenharia já busca reutilizar determinados tipos de materiais como o mármore ou granito, usados bastante em revestimento. Esses, sendo transferidos de uma área para outra, diminuem o gasto do transporte e encomenda de novas pedras.

Industrialização pode fazer toda a diferença
A necessidade de muita mão de obra não precisa mais ser a realidade da construção brasileira. A alternativa é trazer a industrialização e sua mecânica para o canteiro de obras. Há várias empresas atualmente focadas em moldar, usando um maquinário específico, paredes, pilares, lajes e outras estruturas ali mesmo concomitantemente com a construção.

Isso poupa tempo, já que não é cada uma dessas estruturas sendo montada tijolo por tijolo leva mais de um dia para ser feita e por mais de um pedreiro, por exemplo. E também poupa verba, evitando desperdício de material, pois as máquinas são programadas para utilizar a quantidade correta com as medidas pré-programadas pelo engenheiro civil, ou arquiteto.

O material também pode ser barateado: dependendo das obras, as máquinas podem lidar com cerâmica ou concreto. Esse tipo de alternativa também é feito em gesso com estrutura de aço, principalmente para paredes que precisam ser resistentes, mas que podem ser derrubadas e substituídas em outras posições, em caso de obras ou reformas de áreas comerciais, como shoppings, escritórios e companhias em constante ritmo de dinâmica espacial.

Tijolo ecológico e cimento ecológico CP III
No Brasil, ainda há muitos casos de empresas que pedem a alvenaria em suas construções, principalmente em prédios de muitos andares, como torres e centros comerciais, ao menos para estrutura principal.

Nesses tipos de obras a utilização de tijolos ecológicos é indicada para redução de custos, já que como matéria-prima ele traz 60% a mais de eficiência se comparado ao tijolo padrão, pois seu encaixe é mais certeiro, melhorando o acabamento e não há necessidade do uso de reboque, em alguns casos até a pintura pode ser dispensada.

O preço do tijolo ecológico ainda é menor por que sua produção é diferente do convencional, em seu processo o ecológico utiliza apenas água, argila e sombra para ser feito, diferente do tradicional que precisa ser queimado para ficar pronto.

Outro material que tem seu uso muito difundido nos últimos anos é o CP III, ou cimento ecológico de alto forno, que é um tipo de massa diferente da convencional, com um custo mais barato e uma durabilidade maior. Segundo estudos da ONU, o uso desse recurso diminui a emissão de CO2 em até 95% e o gasto de energia de uma obra em 80%. No Brasil, o CP III já representa 17% do consumo de material e tende a dobrar em até 35 anos.

Essas escolhas são algumas dicas e alternativas para diversos tipos de construção, que além de serem fáceis de encontrar em território nacional colocam o seu projeto na categoria de sustentável e aumentam o interesse do custo/benefício.

Comente abaixo e divida conosco suas experiências sobre a economia em obras através da sustentabilidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *