Como corrigir desvios no desempenho de custos de uma obra

A competitividade entre as empresas de construção civil é cada vez maior, buscando atender clientes cada vez mais exigentes. Sendo assim, as construtoras precisam se diferenciar através da qualidade dos seus produtos, buscando manter a atratividade em termos de custos e produtos oferecidos. A gestão através de indicadores de desempenho permite que as empresas contenham ferramentas valiosas de avaliação de sua eficiência e eficácia, através de critérios ou métricas pré-definidos.

No que diz respeito à gestão dos custos, um dos indicadores mais importantes é o chamado por algumas empresas de desvio de desempenho de custos. Esse indicador permite avaliar o desempenho do planejamento e execução da obra através da comparação dos custos orçados com aqueles efetivamente realizados.

O indicador de desvio de custo é calculado através da seguinte fórmula:

Desvio de Custo = (Custo Real – Custo Orçado)  / Custo Orçado) x 100

Um resultado positivo para esse indicador significa que a obra teve um despenho ruim em termos de custos, com a obra custando mais do que o esperado; um resultado negativo, por sua vez, indica que o custo ficou abaixo do orçado, o que é uma situação desejável para o empreendedor.

Identificando a origem dos desvios

O primeiro passo para corrigir eventuais desvios no desempenho de custos é, após identificado, determinar a sua origem.

As causas mais comuns costumam ser:

Mudanças no escopo;

Alterações em custos unitários;

Quantitativos acima do previsto.

Mudanças no escopo podem ocorrer ao se executar atividades ou produzir o que não constavam do planejamento original. Isso deve ser sempre evitado, mas sabemos que acontece. As boas práticas de gerenciamento de projetos nos esclarecem que devemos entregar aquilo que foi planejado; nem mais, nem menos.

As alterações em custos unitários podem dizer respeito tanto a mão-de-obra quanto a insumos, e podem ser decorrentes da utilização de produtos e serviços de qualidade superior àqueles originalmente planejados, ou a variações nos valores de mercado, devido a aquecimento ou decorrentes de processos inflacionários ou de reajustes salariais. Embora algumas dessas variáveis sejam imprevisíveis e devam ser tratadas como riscos do projeto, outras podem e devem ser controladas, como a adequação da qualidade dos produtos e serviços às especificações, evitando-se assim custos extraordinários.

Já os quantitativos acima do previsto, que também podem dizer respeito tanto a insumos como a mão-de-obra, normalmente decorrem dê improdutividade, desperdícios, ou variações no escopo, conforme já discutido. Essas situações devem ser sempre evitadas, pois são normalmente irreversíveis nos projetos: ocorrendo o desvio, ele irá impactar o custo do projeto de forma permanente.

Monitoramento constante

É imprescindível para a boa gestão dos custos que ocorra um constante processo de monitoramento e controle durante a execução da obra. Isso garante a rápida identificação de desvios e permite evitar que eles atinjam proporções indesejáveis. A constante avaliação do indicador de desempenho de custos, a cada etapa da obra, faz com que o empreendedor tenha uma visão clara quanto ao bom andamento do projeto, de acordo com o planejado. O uso de outras ferramentas de controle, além das métricas de desempenho, também pode contribuir para uma boa gestão dos custos. Como exemplos, podemos mencionar a utilização de um plano de contas; planejamento financeiro; curva ABC e curva S.

De maneira geral, podemos dizer que para corrigir desvios no desempenho de custos de uma obra, “prevenir é melhor do que remediar”. A atuação oportuna em problemas, identificados no momento correto, por meio de monitoramento e controle constante, permite tratar os problemas antes que eles atinjam dimensões que podem comprometer o projeto de forma irreversível.

Sua empresa utiliza ferramentas que permitem a rápida identificação de desvios no desempenho de custos de suas obras? Compartilhe conosco suas experiências!

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