Orçamento na construção civil: 4 formas de otimizar seus investimentos

Um investimento só é vantajoso quando gera os lucros esperados no final. No caso de uma obra, é preciso levar em conta e saber, com a maior precisão possível, quais os custos de cada etapa construtiva

Com isso, é possível analisar o quanto de lucro ela pode trazer depois de construída e, por esse motivo, é tão importante que se faça e se otimize o orçamento na construção civil.

Todo engenheiro, do orçamentista ao gerente de obras, sabe que o orçamento da obra é uma das peças técnicas mais importantes de um projeto. De fato, esse documento serve para avaliações iniciais em uma tomada de decisão sobre a implantação de um determinado empreendimento — no caso de orçamentos estimativos elaborados em avaliações iniciais — e até detalhamentos finais para a execução da obra propriamente dita, quando são elaborados os orçamentos analíticos.

Mesmo sabendo que essa é uma etapa tão crucial, alguns profissionais ainda cometem erros que acabam interferindo na precisão do orçamento. 

Orçamentos errados podem impactar negativamente no cumprimento do cronograma e dos valores globais estabelecidos para a execução dos serviços, com repercussões inclusive sobre a qualidade da obra, e claro, no lucro gerado.

Quer saber como melhorar a precisão e confiabilidade dos cálculos e aumentar o retorno em seus investimentos? Então confira nossas 4 dicas para otimizar um orçamento na construção civil!

Orçamento na construção civil: 4 formas de otimizar seus investimentos

1 – Use a tecnologia para fazer orçamento e gerenciamento de obras

O melhor jeito de obter um bom retorno no investimento em uma obra é com um orçamento preciso. Por isso, é necessário repensar as maneiras tradicionais de se fazer um orçamento na construção civil e começar a adotar soluções tecnológicas na hora de calcular custos e consumos.

Existem softwares especializados em orçamento de obras e neles é possível encontrar uma infinidade de recursos que permite uma melhor segurança, confiabilidade e precisão. Um exemplo de recurso é a atualização e condensação de várias tabelas referenciais, facilitando a consulta e o uso na hora de compor os custos.

A tecnologia também ajuda a ganhar velocidade e produtividade, já que faz os cálculos de maneira rápida e assertiva, além de apresentar e guardar todas as informações necessárias para que possam ser acessadas facilmente. 

Também é possível gerar relatórios e gráficos de custos, o que facilita a tomada de decisões na hora de avaliar o que mais impacta financeiramente a obra.

Alguns softwares facilitam, ainda, o gerenciamento da obra, possibilitando aos profissionais acompanhar e agir de forma rápida e antes de surgirem os problemas. Eles também possibilitam uma melhor comunicação entre os trabalhadores, aumentando a precisão do controle de tudo que é realizado no canteiro.

Utilizando a tecnologia como aliada no gerenciamento, é possível evitar retrabalhos e atrasos no cronograma, o que, no fim das contas, facilita para manter o orçamento em dia

Muitas vezes é possível até utilizar softwares que tenham módulos especializados desde o orçamento até o gerenciamento, melhorando ainda mais a confecção, integração, acesso e acompanhamento de todos os dados importantes.

2 – Conheça a realidade do local de implantação da obra

Alguns profissionais cometem erros em seus orçamentos por não terem feito uma simples visita de campo. Apesar de não haver necessidade e nem obrigatoriedade do orçamentista corrigir os projetos de arquitetura e engenharia, nada impede que esse profissional, de posse de todos os projetos, faça uma visita de campo para reconhecimento da área de implantação do empreendimento.

Às vezes, algumas informações importantes quanto ao relevo, tipo de solo local e ocorrência de áreas alagadiças, por exemplo, podem não ter sido devidamente explicitadas no projeto de forma clara. 

É possível ainda que os projetistas não tenham levado em consideração a forma do terreno, que normalmente não vai ser um retângulo perfeito, ou ainda que algum vizinho tenha construído algo, como um muro, nas extremidades ou dentro do terreno.

Tudo isso, que passou despercebido por outros profissionais, terá um custo para ser adequado na hora da execução. Por isso, muitas vezes é muito mais fácil e barato refazer algumas partes dos projetos do que construir do jeito que foi inicialmente pensado. E é na etapa do orçamento que isso fica melhor evidenciado.

Além disso, a visita de campo é de suma relevância para conhecer as condições do entorno e o mercado local. Verificar se existem jazidas próximas à área de implantação ou condições de acesso ao local por exemplo, é fundamental para definição correta do tipo, valores e tempo dos transportes, como também a escolha dos fornecedores.

Nesse exemplo em particular, verificar esses dados in loco tornará as aproximações mais realistas, evitando a ocorrência de interferências e gargalos durante a execução dos serviços. Portanto, quanto mais o profissional responsável souber sobre a obra, o terreno e as condições da região, mais preciso e certeiro serão os custos calculados. 

3 – Esteja atento ao uso de tabelas referenciais

Para saber o custo da mão de obra, dos materiais e de tudo necessário para execução, é preciso cotar os valores diretamente com os fornecedores e representantes. Mas, fazer isso, principalmente em obras de grande porte, é uma tarefa impossível e que levaria um tempo enorme. 

Por isso, é muito comum a utilização de tabelas referenciais para elaboração de orçamentos, principalmente se tratando de obras públicas. A tabela do SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – Caixa) e SICRO (DNIT), são excelentes exemplos de tabelas referenciais de abrangência nacional, muito utilizadas pelos profissionais da área de orçamento.

Apesar de serem uma excelente fonte referencial para composição do orçamento na construção civil, alguns dos itens dessas tabelas podem apresentar distorções de seus preços unitários em relação aos preços efetivamente praticados no mercado. 

Algumas delas até possuem uma separação dos preços por estado, mas é comum que, em diferentes regiões de um mesmo estado, os preços unitários variem consideravelmente.

Por isso, é extremamente aconselhável que o profissional tome cuidado ao utilizar as composições de preços unitários dessas tabelas referenciais, a fim de não adotar em seu orçamento valores muito aquém ou além do preço praticado na região onde a obra será executada — o que poderia resultar em distorções significativas.

O ideal é utilizar os preços das tabelas principalmente em etapas e itens que não representam um grande custo. E, sempre que possível, nos itens de maior gasto e que variam muito de acordo com cada região, buscar um fornecedor local, próximo a obra, para fazer um comparativo de preço e saber se as informações das tabelas não estão muito destoantes da realidade.

4 – Detalhe ao máximo os custos unitários e cuide com os arredondamentos

Para compor o custo unitário de um determinado serviço, uma prática comum é a adoção de  valores médios de custos com a produtividade e de consumo de insumos. Além disso, algumas simplificações são admitidas para o cálculo dos custos de depreciação e manutenção de máquinas e equipamentos.

Para assegurar maior precisão dos orçamentos, é indispensável que esses valores médios sejam constantemente revisados, adotando-se os valores reais que a construtora costuma alcançar. Isso aproximará ainda mais o que foi orçado daqueles que serão efetivamente executados.

Uma outra parte importante em um orçamento na construção civil é balancear os arredondamentos, para que no fim das contas haja uma compensação.

Por exemplo: o cimento é vendido comercialmente em sacas de 25 quilos, mas se no quantitativo da obra consta que será necessário, para uma etapa, 30 quilos, é preciso realizar um arredondamento e comprar 2 sacas.

Já em outra parte da construção, será necessário apenas 20 quilos de cimento, o que possibilita um arredondamento para baixo, já que sobrou essa exata quantidade da primeira etapa. Assim há um menor desperdício e o cálculo do custo dos insumos fica mais realista.

Além disso, é crucial que o cálculo da demanda de materiais de cada processo construtivo tenha sido feito corretamente. Por isso, é sempre recomendável checar se os valores são coerentes e realistas, para que não seja orçado um custo inferior ou superior em determinada etapa da obra.

Tenha atenção na elaboração de um orçamento para construção civil

Elaborar um orçamento é uma tarefa que exige um relativo grau de detalhamento e atenção às aproximações e simplificações feitas. 

Adotando essa conduta, a empresa certamente evitará distorções nos valores orçados, resultando na conclusão da obra dentro do orçamento definido, com reflexos positivos sobre a qualidade final da obra e, consequentemente, na imagem da empresa.

E aí, gostou do nosso post? Está preparado para aplicar essas dicas durante a elaboração do orçamento da obra? Compartilhe conosco sua experiência e ajude outros profissionais a se aperfeiçoarem mais e mais na árdua missão de elaborar orçamentos precisos. Até a próxima!

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