O que esperar no futuro da indústria da construção

Quais são as tendências que protagonizarão a indústria da construção do futuro? Este é um questionamento de muitos profissionais do setor. Com o intuito de responder essa questão, vários estudos foram realizados recentemente. Eles mostram tendências para o futuro em vários níveis de produtividade, gestão de riscos ou crescimento.

Além disso, com a evolução tecnológica, é possível assistir modificações que visam todos os intervenientes do setor da construção, e não apenas os gestores de obra.

A seguir, saiba o que está para mudar e qual é o futuro da indústria da construção.

Produtividade
Um dos problemas que mais afeta as obras é a falta de planejamento e gestão. Segundo a consultora Ernst & Young, estes problemas têm que ser melhorados em cerca de 30% a 40%.

O trabalho entitulado “Estudo sobre produtividade na construção civil: desafios e tendências no Brasil” fornece algumas ideias sobre as modificações necessárias para o futuro aumento da produtividade. Ele mostra que as empresas têm percebido que os incrementos passam a trabalhar com metas parametrizadas por empreendimento. Isso permite a existência de um sistema de medição e acompanhamento contínuo, que aponta desvios e necessidades a serem corrigidas.

Uma das soluções para este controle e foco no planejamento para o futuro é o uso de tecnologias móveis próprias para o setor. Estas permitem inserção contínua de dados, aprendizagem e experiência com empreendimentos do passado e total integração entre os elementos da equipe de obra. A promoção da sinergia necessária ao aumento da produtividade pode estar ao alcance de um clique, por meio do uso de tecnologias móveis dentro do canteiro.

Gestão de riscos
A falta de eficiência na gestão de riscos prejudica a visibilidade de ocorrência de erros (em produtividade, custos e prazos). O relatório da consultora E&Y mostra que, além da questão da produtividade, existe uma tendência no aumento da maturidade na gestão de riscos no setor. Quando a consultora questionou os empreendedores sobre quais as ferramentas que usavam para solucionar esta questão, a maioria (88%) respondeu “orçamentos e acompanhamento mensal”. Já 55% responderam “ferramentas de projeção de custos e de análise de cenários”.

É possível verificar que existe uma tendência de maturidade do setor no tema gestão de riscos. Há muitas empresas a tirar proveito destas ferramentas e vislumbra-se uma tendência do aumento na sua utilização.

Crescimento do setor
Segundo o IBGE, entre 2007 e 2012 houve um decréscimo substancial do PIB no Brasil. Neste período de tempo, com a crise econômica, também se verficou um decréscimo na indústria da construção civil. Juntamente a esta conjuntura, o ramo imobiliário carateriza-se por ter um excesso de oferta.

Apesar deste cenário, os analistas do setor afirmam que existirá um fôlego renovado para a construção civil já em 2015. Possivelmente, esta tendência estará relacionada com o crescimento do rendimento e do investimento. As empresas precisam ainda aprender a poupar e a otimizar o seu tempo, para que o crescimento em 2015 seja mais acelerado. Então, uma das soluções é que as empresas do setor adotem tecnologias móveis, com a participação de todos os recursos humanos da obra.

Existe um certo otimismo para o futuro nas tendências de melhoria da gestão, produtividade e crescimento, mas há ainda muito caminho a percorrer. Este deve ser trilhado por todos aqueles que fazem parte da obra e não apenas pelos gestores. É imprescindível a existência de sinergia entre meios e recursos.

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